O mercado de carbono precisa do ajuste correspondente com urgência

Fonte: Um Só Planeta (O Globo/Valor Econômico)
Autor: Janaina Dallan, engenheira florestal e presidente da Carbonext
Imagem: Pessoa segurando uma nota de dólar e outra segurando uma placa com o ícone de CO2, para ilustrar o conceito de créditos de carbono. — Foto: Getty Images

A regulação do mercado de carbono no Brasil entrou, finalmente, em uma fase de maturidade que merece ser reconhecida. As discussões recentes no âmbito da Conaredd (Comissão Nacional do REDD+) revelam uma sensibilidade crescente por parte do governo brasileiro em relação ao papel estratégico que esse mercado pode desempenhar não apenas na agenda climática, mas também no desenvolvimento econômico do país.

Um dos pontos centrais desse debate é a regulamentação do artigo 6.4 do Acordo de Paris, que estabelece as bases para um mercado global de carbono com integridade ambiental. Para que esse mecanismo funcione plenamente, é indispensável permitir a venda de créditos de carbono com o chamado ajuste correspondente — isto é, a retirada desses créditos da contabilidade nacional para que possam ser utilizados por empresas no cumprimento de suas metas de redução de emissões.