O Brasil não pode deixar seus créditos de carbono para 2031

Fonte: Um Só Planeta (O Globo / Valor Econômico)
Autores: Janaina Dallan, Presidente da Carbonext 
Imagem: ilustração do conceito de crédito de carbono. — Foto: GettyImages

Há decisões regulatórias que parecem prudentes no papel, mas podem produzir o resultado oposto ao desejado. É o risco que o Brasil corre ao propor que as transferências internacionais de créditos de carbono sejam permitidas apenas para reduções ou remoções de emissões geradas entre 2031 e 2035.

A minuta colocada em consulta pública pelo governo federal estabelece um limite inicial de 50 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente para essas transferências. Prevê também chamadas públicas para selecionar projetos e acordos com os países compradores. São salvaguardas importantes. O problema é impedir que reduções produzidas até o fim desta década recebam a autorização necessária para serem usadas internacionalmente.