Empresas de crédito de carbono apostam em regulamentação para destravar bilhões em negócios
Fonte: Folha de S. Paulo
Autor: Pedro Lovisi
Imagem: Marcio Nagano / Divulgação Carbonext
As empresas que geram créditos de carbono começam o ano de olho na regulamentação do mercado pelo governo brasileiro, que terá potencial de aumentar de forma exponencial a demanda de setores poluidores por esses ativos e destravar bilhões de reais em negócios.
Companhias geradoras de crédito de carbono como Carbonext, que tem a Shell como acionista; a Re.green, dos Moreira Salles e Armínio Fraga; a Mombak, do ex-CEO da 99 Peter Fernandez; a Systemica, ligada ao BTG; e a Future Climate, que tem Luciano Huck e Carol Paiffer como investidores minoritários, podem se beneficiar das novas regras. Representantes dessas empresas, que são as maiores do setor, disseram à Folha que esse é o principal foco para 2026.
Segundo estimativa do Banco Mundial, se as companhias sujeitas às regras puderem compensar até 20% de suas emissões com créditos de carbono, elas poderão comprar R$ 14 bilhões em créditos até 2040.
Com entrevistas de Janaina Dallan e Luciano Correa da Fonseca.