COP30: por que não há solução climática sem conservar o que já existe
Fonte: Agencia Evolverde
Autores: Jeronimo Roveda, diretor de relações institucionais na Carbonext
Imagem: Marcio Nagano / Divulgação Carbonext
As decisões recentes que antecederam a COP30, em Belém, recolocaram a natureza no centro da agenda climática global. Na reunião de outubro do Órgão Supervisor do Artigo 6.4, em Bonn, a ONU evitou que as soluções baseadas na natureza fossem deixadas de lado no mecanismo de créditos do Acordo de Paris — uma vitória para a integridade climática e para os países do Sul Global.
Simultaneamente, o governo brasileiro anunciou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com potencial para mobilizar bilhões de dólares em pagamentos por resultados de conservação. E, em fóruns públicos, a ministra Marina Silva reafirmou que o REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) é um dos instrumentos centrais da estratégia nacional de mitigação.
Esses fatos convergem para uma constatação inequívoca: não há solução climática crível sem conservar o que já existe.