Carbonext lança ‘franquia’ para escalar créditos de carbono na Amazônia
Fonte: UOL / Capital RESET
Autor: Thais Folego
Imagem: Marcio Nagano / Divulgação Carbonext
Depois de atuar como uma desenvolvedora tradicional de projetos florestais, a Carbonext aposta agora em um modelo descentralizado e suportado por tecnologia para ganhar escala na preservação da Amazônia.
Lançado na Semana do Clima de Londres, o Projeto Antares tem como ambição resolver três dos principais problemas que emperraram o mercado de crédito de carbono de conservação (conhecido como REDD+) na região: linhas de base sem credibilidade, insegurança fundiária e projetos caros, lentos e complexos demais.
A aposta é substituir o modelo artesanal – com equipes do desenvolvedor tocando cada projeto – por uma rede descentralizada de proprietários rurais plugados a uma plataforma digital, a Gaia OS.
O desenho lembra um sistema de franquias. “A Carbonext entra com o know-how e o ‘franqueado’ entra com a mão de obra e com capital de giro”, diz Luciano Corrêa da Fonseca, CEO da Carbonext.
A ambição é grande: até 2030, chegar a 5 milhões de hectares com projetos implementados, área equivalente ao tamanho do Espírito Santo, com produção anual estimada em 7,5 milhões de créditos de carbono e receita líquida em torno de US$ 50 milhões por ano.